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Vinhos chilenos e gaúchos no Festival de Cultura e Gastronomia.

Quem vive ou visita Gramado por algum tempo passa a entender na prática o conceito de amplitude térmica. A temperatura pode variar alguns graus durante o dia ou muitos ao longo da semana. Basta esfriar para despertar a vontade de beber um bom vinho. A bebida precisa ser harmonizada com o prato, mas, para boa parte dos consumidores, a temperatura também influencia na escolha. Claro, embora o imaginário ainda associe o vinho ao frio, vale lembrar que existe uma grande variedade de rótulos, com características distintas que se adequam a todos os climas e receitas. Alguns deles estão no 11º Festival de Cultura e Gastronomia de Gramado que entra em sua reta final e encerra no próximo domingo (22).  

O estilo do vinho pode ser definido por algumas características básicas, como cor, acidez, doçura, taninos, álcool e corpo, por exemplo, e é preciso estar com todos os sentidos atentos para apreciar a bebida integralmente. A visão, o olfato, o paladar e o tato são ferramentas que ajudam a desvendar os mistérios da bebida milenar.

O Chile, país convidado do 11º Festival de Cultura e Gastronomia de Gramado, é reconhecido também pelos excelentes vinhos que produz. A variedade carménère faz sucesso no país, mas o Chile também é produtor de uma grande diversidade de castas que inclui cabernet sauvignon, syrah,  sauvignon blanc, chardonnay, merlot e pinot noir.

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Os vinhos e espumantes gaúchos também são reconhecidos pela qualidade. Segundo o Instituto Brasileiro do Vinho – Ibravin, em 2018, mais de 663 milhões de quilos de uvas foram destinados ao processamento de produtos vinícolas e o Rio Grande do Sul é o responsável por 90% da produção nacional. O Estado tem mais de 680 vinícolas, das quais 410 processaram uvas em 2018. Perto de 130 municípios produzem uva para processamento e mais de 60 processam a colheita.

O público que desejar conhecer mais e experimentar vinhos chilenos, gaúchos e, também, de outras regiões pode visitar um dos cinco estandes nas estações de comida de rua do Festival. Durante o Festival, é possível comprar garrafas ou doses. A degustação bronze custa R$ 10,00, a prata R$ 15,00 e a ouro R$ 20,00. A taça de cristal exclusiva do evento pode ser adquirida por R$ 15,00 e é usada para os vinhos. O visitante também tem a opção de levar a própria taça.

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Conheça as vinícolas e importadoras que estão no Festival de Cultura e Gastronomia de Gramado

Dunamis
A vinícola Dunamis, de Dom Pedrito, produz, desde 2010, vinhos e espumantes, além de sucos. No catálogo, há espumantes brut, brut rosé, brut nature e moscatel, além de vinhos brancos, tintos e rosés, como cabernet franc, chardonnay, merlot branco e tinto, tannat e pinot grigio.

Boscato
A Boscato, que tem vinícola em Nova Pádua e adega em Caxias do Sul, produz vinhos finos há mais de 35 anos. Entre a produção, é possível encontrar variedades como merlot, cabernet franc, cabernet sauvignon, touriga nacional, chardonnay e gewurztraminer, entre outros.

La Charbonnade
Com mais de 30 anos de mercado e há doze atuando como importadora, a La Charbonnade trabalha com  importação de vinhos provenientes de empresas familiares, de produção limitada e vinícolas boutiques de enólogos renomados. É a empresa que concentra um dos maiores portfólios de vinhos da Patagônia importados para o Brasil, mas também é possível encontrar rótulos de outras regiões da Argentina, como Mendoza. Chile e Portugal  ganham destaque no catálogo.

Porto a Porto
A importadora e exportadora Porto a Porto trabalha com rótulos de diversas regiões do planeta. África do Sul, Argentina, Austrália, Chile, Espanha, Estados Unidos, França, Itália, Nova Zelândia, Portugal e Uruguai são alguns dos países contemplados, além das mais de 110 castas disponíveis no catálogo.

Banca Rudão
A Banca Rudão traz para o Festival os vinhos comercializados no tradicional ponto de Gramado, no qual também é possível encontrar especiarias, queijos, frutas secas, azeitonas, frutos do mar, cervejas especiais e uma infinidade de produtos.

Fotos: Cleiton Thiele